Eu, Guilherme e Leticia já estávamos há quase um ano pensando em um bom roteiro para as nossas férias quando resolvemos fazer uma viagem pro Sudeste Asiático. Tailândia, Laos e Camboja estavam nos planos, mas não havia muitas informações disponíveis por aqui sobre esses destinos. É bem difícil encontrar guias em português nas livrarias e até as publicações em inglês às vezes precisam ser importadas. Não sabíamos muito bem o que encontraríamos pela frente, nem conhecíamos muita gente que tinha viajado por lá.

Pátio do Wat Pho

Pátio do Wat Pho, em Bangkok

Daí a gente acabou optando por fazer um tour da Contiki, uma empresa de turismo especializada na faixa etária de 18 a 35 anos. A maior vantagem é que programação é montada pensando no estilo de viagem dos jovens – isso quer dizer que aquele tradicional ônibus de sightseeing pode ser substituído por uma volta de bicicleta pela cidade, por exemplo. Por outro lado, também não dá para ter frescura quando o guia manda cada um carregar sua mala rua acima até o hotel. Numa viagem dessas não tem lugar para madame.

Escolhemos o tour “Asian Adventure”, com duração de 14 dias, percorrendo Bangkok, Chiang Mai, Chiang Rai (as três na Tailândia), Pakbeng, Luang Prabang, Vang Vieng, Vientiane (no Laos), Phnom Penh e Siem Reap (essas últimas no Camboja). Priorizamos um roteiro mais cultural e tivemos que deixar de fora as praias e ilhas tailandesas, já que não tínhamos tempo (nem dinheiro) para visitar tudo. O Vietnã também teve que ficar para a próxima.

O itinerário parece um pouco corrido, pois em alguns lugares passávamos apenas uma noite, mas tínhamos sempre algum tempo livre para atividades opcionais em cada cidade. Por outro lado, a gente não teria conseguido ver todos esses lugares em apenas 2 semanas se a gente não tivesse contado com o roteiro amarradinho do tour, com todos os translados organizados e em horários planejados.

Foi um roteiro bastante variado: viajamos de ônibus, fizemos alguns trechos de avião, passamos uma noite num trem e ainda tivemos dois dias em um barco pelo rio Mekong – o que foi bom para relaxar um pouco e para conhecer melhor a galera da excursão.

Também achei legal que o guia fez alguns ajustes na programação original, para atender melhor aos interesses do grupo. A verdade é que visitamos cidades pequenas, em que não há tantas atrações competindo pelo seu tempo. A exceção é Bangkok, que mereceu nossa chegada uns dois dias antes da partida com o tour.

A Contiki é bem popular entre australianos e neo-zelandeses, que eram maioria no nosso grupo. Nós éramos os únicos que não tinham inglês como língua nativa, então mesmo falando bem, às vezes perdíamos algumas informações (ou piadas… rs!). A convivência com outros viajantes é, sem dúvida, uma das coisas mais legais de fazer um tour desses. Toda noite saíamos para comer, jogar sinuca, dançar, contar histórias dos países de onde viemos ou que já visitamos…

Com a galera do grupo, de bicicleta em Luang Prabang, em um bar tomando whisky laosiano (feito de arroz) e descendo de bóia pelo rio Nam Song, em Vang Vieng.

O clima de monções também tinha sido uma preocupação. Nossa viagem era em outubro, ainda no período de chuvas – e, no Sudeste Asiático, quando chove, é tempestade mesmo (de encher as ruas). Nesse ponto, demos uma sorte sem tamanho: quase sempre estávamos em algum lugar coberto quando começava a chover e, até a hora de sair, já tinha passado. Só fomos pegos de jeito quando estávamos cruzando a fronteira da Tailândia para o Laos, em um barquinho pequeno e com todas as malas – não preciso dizer que as mochilas que estavam sem capa ficaram encharcadas, né? Já dei essa dica aqui no blog.

No final, tudo deu certo! Conhecemos lugares incríveis, nos divertimos muito e fizemos bons amigos. Se no início a Ásia nos pareceu estranha, depois aprendemos a entendê-la e nos apegamos a todas as experiências que vivemos ali. Essa viagem certamente ainda renderá bons posts para o Vontade de Viajar!

Sudeste Asiatico - Tuk tuks com nossas malas

Se você estiver pensando em um roteiro por essa região mas não estiver a fim de viajar com um tour, pode dar uma olhada nos sites das companhias aéreas locais, que cobrem os principais destinos turísticos da região e têm um bom serviço. Anota aí: Cambodia Angkor AirVietnam AirlinesBangkok AirwaysThai Airways.

O trem também é uma opção – a State Railway of Thailand suspendeu suas vendas online e o site oficial está atualmente indisponível, mas ainda é possível contar com o serviço do site Thailand Train Ticket e, em geral, não há dificuldade para encontrar passagens de última hora. No centro das cidades e nas regiões mais turísticas, normalmente também tem lojinhas vendendo passagens de ônibus para os destinos mais procurados (porém observe que, especialmente no Laos, as estradas são bem ruins e esburacadas!).

Fica de olho aqui no blog porque ainda vão rolar muitas dicas da Ásia!
>> Bangkok: por onde começar?
>> Pegando o jeito da Tailândia, em Chiang Mai
>> O templo mais lindo de Chiang Mai
>> A noite nos mercados da Ásia
>> O bizarro e pop Templo Branco
>> De barco pelo rio Mekong 
>> Vang Vieng: o paraíso mochileiro do Laos
>> Cachoeiras e elefantes no Laos
>> Em Luang Prabang, bares e tradições
>> A magnitude de Angkor Wat, no Camboja
>> O que levar na mala para o Sudeste Asiático?
>> 7 experiências inesquecíveis na Ásia
>> Dicas de hotéis na Tailândia, Laos e Camboja

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19 Comentários

  1. […] Vang Vieng foi uma das paradas mais divertidas do roteiro pelo Sudeste Asiático, com direito a voo de balão, passeio de scooter, banho de lagoa e cachoeira, além da famosa descida pelas corredeiras do rio Nam Song! A cidade é super animada e aproveita suas belezas naturais para oferecer a seus visitantes todo tipo de atividades de lazer e esportes radicais […]

  2. […] Cruzamos a fronteira da Tailândia para o Laos de barco. Passamos 2 dias muito agradáveis navegando pelo rio Mekong, batendo papo, lendo e jogando cartas com a galera até chegar em Luang Prabang. Paramos na pequena Pakbeng para passar a noite, um vilarejo com uma surpreendente oferta de pousadas e pequenas padarias que têm internet WiFi grátis e os melhores muffins do mundo […]

  3. Oi! Estou pensando em fazer uma viagem para o sudeste asiatico sozinha e queria uma ajuda de vocês! Esta agência que vocês utilizaram, Contiki, tem contato aqui no Brasil? Como vocês fizeram para fechar o pacote?

  4. Oi, Ana! Os pacotes da Contiki podem ser comprados pelo STB (http://stb.com.br/) ou outras agências de intercâmbio aqui no Brasil.

    A gente gostou muito do Sudeste Asiático e a Contiki é uma ótima ideia para quem está indo sozinho mas não quer ter que cuidar de tudo por conta própria. De quebra, você ainda faz amizade com gente de outros países = )

    A Contiki também tem outros pacotes, que incluem as ilhas tailandesas, o Vietnã etc. Vale a pena olhar as opções.
    Boa viagem!

  5. […] No século 19, um explorador francês encontrou as ruínas de um templo perdido que hoje viria a ser um Patrimônio da Humanidade. Angkor Wat, que começou a ser erguido no começo do século 12 pelo rei hindu Suryvaman II, passou 400 anos abandonado após o declínio do Império Khmer. Foi apenas a partir de 1992, com o início dos projetos de restauração e o título conferido pela UNESCO, que o complexo de templos de Angkor, a 5 km e meio da cidade de Siem Reap, colocou o Camboja no mapa dos grandes roteiros turísticos do mundo. Certamente é um dos pontos altos de toda viagem pelo Sudeste Asiático. […]

  6. Oi! Tudo bom? Comprei essa viagem pelo Contiki para janeiro e queria saber se vcs visitam os tigres?
    Vi em outros sites de relatos do Asian Adventure que alguns fizeram , então queria tirar a dúvida, senão faria esse passeio em bangkok, já que chegarei alguns dias antes.
    Obrigada.

    • Oi, Carolina! A gente foi no Tiger Temple perto de Bangkok, antes de começar o tour, mas depois o pessoal foi ao Tiger Kingdom em Chiang Mai. Não está incluído no roteiro, mas dá pra fazer.

      Dizem que o Tiger Kingdom é melhor, porque tem mais interação com os bichos… Mas, se você tira o dia pra isso, acaba conhecendo pouco Chiang Mai pois ficamos pouco na cidade… Em breve a gente vai fazer um post contando como foi o Tiger Temple! Fica de olho aqui no blog! 🙂

      Boa viagem e obrigada pela visita!

  7. Oi Nanda, tudo bem? Vc tem ideia de como consigo contactar o guia que fe acompanhou no Laos.achei muito legal o fato dele ter sido monge por um tempo. Viajo dia 17 novembro.
    Obrigada e parabéns pelo blog! 🙂

    • Oie! Não tenho o contato direto do Johnny (ele se apresentou pra gente com um nome ocidental), mas a operadora de turismo local era a Trails of Indochina. Acho que é relativamente comum que jovens budistas vivam como monges em algum momento da adolescência… E foi bem legal mesmo conhecer as cidades do Laos com ele, deu para entender melhor a cultura regional 🙂
      Bjos e boa viagem!

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