Laos, a terra dos elefantes

No nosso terceiro dia na queridinha Luang Prabang, fomos conhecer as famosíssimas cachoeiras Kuang Si – um dos motivos de termos incluído o Laos no roteiro da viagem pelo Sudeste Asiático. Como havia chovido forte na véspera, a água estava mexida e a cachoeira não estava tão azul como de costume. Linda, ainda assim.

Luang Prabang - Cachoeira de Kuang Si
Mergulho na cachoeira de Kuang Si

O parque das cachoeiras é enorme, com trilhas ladeando as quedas e várias pequenas clareiras equipadas com mesinhas de piquenique. Num dia de sol quente, deve ser ainda mais bonito!

O maior volume d’água depois da tempestade fez a correnteza ficar super forte – eu mal conseguia ficar em pé, logo levava uma rasteira! Mesmo assim, os meninos arriscaram alguns pulos e mergulhos das cordas amarradas nas árvores. É importante observar as placas que indicam onde é seguro e onde é perigoso mergulhar, para não passar sufoco.

Luang Prabang - Cachoeira Kuang Si Laos
Cachoeira Kuang Si, no Laos

Logo na entrada do parque de Kuang Si você pode conhecer o trabalho da ONG australiana Free the Bears, que protege os ursos negros asiáticos. Há uma barraquinha vendendo camisetas para ajudá-los a cuidar dos 23 ursos que eles mantêm ali e mais uma dúzia de camelôs bem em frente, como em todo ponto turístico.

A chuva do dia anterior também fez lama na trilha que percorremos andando de elefante, naquele dia mesmo, logo de manhã cedo. Essa foi uma das grandes experiências da viagem pelo Sudeste Asiático! No país que é conhecido como “a terra de um milhão de elefantes”, um passeio desses não podia faltar, né?

Luang Prabang - Ursos no parque da cachoeira Kuang Si
Ursos no parque da cachoeira Kuang Si

As primeiras sensações foram de medo e nervoso, parecia que a cadeirinha em cima do bicho ia virar com o balanço! Mas aos poucos fui ganhando confiança. Os elefantes da Ásia são um pouco menores dos que habitam a África e não têm aqueles grandes dentes de marfim. As orelhas também não são tão grandes. Todos tinham um jeito bem simpático.

Muito tranquila e amigável, a elefantinha que nos levou para passear se chamava Buakham. Com seus quase 40 anos de idade, já era experiente e parecia conhecer muito bem o caminho entre as árvores.

Luang Prabang - Passeio de elefante no Laos
Passeio de elefante no Laos

Com o chão revirado de lama, os pequenos desníveis da floresta pareciam mais perigosos – mas Buakham, com seus passos pesados e firmes, nos conduziu calmamente pelo percurso até voltarmos à entrada da reserva.

Depois da trilha, hora de recompensar Buakham com um bom cacho de bananas! Oferecíamos uma fruta de cada vez, e ela vinha buscar com a tromba, segurando forte na nossa mão.

Luang Prabang - Passeio de elefante Laos
Hora do lanche: banana e folhas

O lanche dela também incluía folhas de plantas, que às vezes ela pegava e jogava sobre a cabeça, fazendo graça! A essa altura, já estávamos fazendo amizade. Confesso que foi um tiquinho difícil dar tchau… 🙂

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8 comentários

  1. Os primeiros passos do passeio nosso elefante foi mesmo de muito medinho de cair, mas depois foi bem tranquilo. Mas depois nem fiquei na cadeirinha…rs Eles são mesmo muito amáveis! Uma experiência e tanto! =)

    1. Os elefantes não são dóceis e amáveis, eles são torturados pra satisfazer o turismo. Vivem estressados e exaustos. Eu até estava acompanhando o blog, mas quando li que vocês andaram de elefante, isso me decepcionou bastante. Espero que vocês criem uma consciência sobre o quanto os animais sofrem para animar os passeios de vocês.
      Não é porque se trata de um animal de grande porte, que seja OK colocar pessoas nas suas costas. Se coloca no local do elefante, 40 anos, fazendo isso a vida inteira, todo dia, toda semana!

    2. Oi, Marilin!

      Revisando posts antigos do blog nas últimas semanas, passei por esse e fiquei pensando sobre isso: o quanto a gente aprendeu desde essa viagem! Lá na Ásia os lugares nos eram apresentados como espaços de preservação (alguns eram geridos por monges budistas!), estávamos com um guia de uma empresa internacional muito conceituada… 6 anos atrás não se discutia tanto esse tipo de atração e infelizmente esse não foi o único passeio do tipo que eu fiz. Hoje, essa viagem provavelmente teria sido diferente.

      Fico feliz que você tenha deixado essa mensagem, o questionamento é importante. Ainda estou pensando o que fazer com esses conteúdos antigos – não sei se edito ou simplesmente apago, mas o fato é que não tenho como voltar atrás. O que eu posso te dizer é que nem eu nem o blog paramos no tempo. Viajar, ler e compartilhar experiências com outras pessoas é desafiar constantemente a forma como a gente vê e interpreta o mundo. Cada viagem nos fez crescer um pouco mais.

      Abs e boas viagens em 2018!

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