Demorou muito para cair a ficha de que a gente estava mesmo indo para a Rússia! Tive que rodar várias livrarias para achar guias em português e mesmo as poucas pessoas que eu sabia que tinham ido para lá contavam histórias muito destoantes do que era viajar pela Rússia.

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Tive a impressão de que os brasileiros veem a Rússia como um país frio (em todos os sentidos) e perigoso, mas não foi isso o que encontramos lá. Conhecemos cidades lindas, bem cuidadas, com transporte eficiente, arquitetura monumental, atrações interessantíssimas e pessoas simpáticas (ainda que eles não sejam de muitos sorrisos, eram atenciosos e tentavam nos ajudar mesmo com a barreira do idioma).

No fim das contas, acho que é isso o que faz de Moscou e São Petersburgo destinos tão fascinantes: a mistura inexplicável do clássico com o exótico. Pareceriam capitais europeias como muitas outras se não fosse o choque cultural tão intenso.

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Vocês vão reparar que as primeiras 3 dicas são dedicadas ao idioma, porque o alfabeto cirílico é um dos fatores que mais causa estranheza e porque a maior parte das pessoas não fala nenhuma outra língua, então é importante você saber se virar minimamente. De resto, algumas dicas práticas para você curtir Moscou e São Petersburgo sem estresse 😀

1. Aprender o alfabeto cirílico

Essa dica com certeza é a número 1. Os russos em geral não falam inglês e saber ler algumas palavras faz toda diferença. Parece difícil mas eu juro que não é. Basta lembrar que cada letra tem um som e ir juntando os pedaços. Quase todas têm equivalente no nosso alfabeto: a letra H tem som de N, o P tem som de R etc. E simplesmente pela transliteração já é possível entender várias palavras, como супермаркет (“supermarket”, como se fosse supermercado em inglês) ou ресторан (“restoran”, como se fosse a pronúncia de restaurante em francês).

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2. Ensaiar frases úteis

É sempre bom saber falar algumas palavras básicas no idioma local (isso vale para qualquer destino: Alemanha, França, Hungria, Argentina, tanto faz). Na Rússia, como é muito difícil encontrar quem fale inglês, frases ensaiadas quebram o maior galho. “Dva biliét”, por exemplo, significa “2 tickets” e serve também para bilhetes de metrô. Para pedir uma cerveja, diga “Adín pivo pozhaluysta” (essa última palavra quer dizer “por favor” e se pronuncia “pajalsta”), e assim por diante.

Vocabulário de restaurante também é importante, seja para saber pedir seus pratos preferidos ou para evitar aqueles ingredientes dos quais você não gosta ou tem alergia (carne de porco, leite, amendoim etc.). Eu aprendi logo como dizer frango (kuritsa) e queijo (syr), porque praticamente qualquer coisa recheada com isso funciona pra mim! 🙂

Também não é má ideia andar com bloco e caneta no bolso – você pode levar algumas frases anotadas para mostrar às pessoas caso a pronúncia falhe e, se nada mais der certo, desenhe! 😉

3. Andar de metrô e usar mapa bilíngue

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As estações de metrô de Moscou e de São Petersburgo são atrações à parte, parecem verdadeiros palácios com escadarias, paredes de mármore, estátuas de bronze, lustres enormes… Um luxo só! E o sistema de transporte é bastante eficiente. Só tem um probleminha: 99% das placas estão em russo e é bem difícil entender os avisos sonoros do metrô. Então o melhor jeito é ter um mapa bilíngue, com o nome das estações escrito nos dois alfabetos, para você poder comparar as anotações do seu roteiro com as placas. O app Maps.me é uma alternativa ótima de mapa bilíngue e funciona offline (além de ter uma precisão ótima para te guiar em trajetos a pé!).

Para sair do metrô, fique de olho nas indicações “BbIXO” (saída), pois as estações são enormes e têm várias escadas e conexões – às vezes é difícil encontrar a rua! rs

4. Ficar ao menos 4 dias na cidade

Moscou e São Petersburgo são cidades bem grandes, com atrações para todo gosto. De tédio você não sofre. Acho que 4 dias é um tempo legal para se ambientar, ter tempo para visitar alguns museus, aprender a circular pela cidade, se acostumar com as placas em russo e – principalmente – começar a descobrir os restaurantes mais em conta e realmente gostosos. Se achar que está sobrando tempo, considere um bate-e-volta para alguma das cidades do  Golden Ring, como Sergiyev Posad, Suzdal ou Vladimir.

5. Um dia extra em São Petersburgo

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Moscou tem muitos museus e tal, mas São Petersburgo tem uma particularidade que merece atenção: alguns de seus maiores pontos turísticos ficam em cidades vizinhas e exigem um dia praticamente inteiro para a visita. É o caso de Tsarkoe Selo e Peterhof, dois dos mais belos e grandiosos palácios do mundo.

A sugestão do dia extra é porque a chuva atrapalha bastante esses passeios, pois os jardins são grande parte da experiência e os palácios são compostos de vários prédios anexos, que se percorrem por chão de terra ou de pedrinhas. Tente visitar Peterhof logo no primeiro dia de sol da viagem e não deixe a agenda tão apertada que não permita uma segunda chance em caso de imprevistos, pois seria uma pena deixar de ver o palácio mais lindo da Rússia, né?

6. Viajar na primavera

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Acho que esse foi um fator extremamente positivo na nossa viagem! Pegamos dias de sol e temperatura quente, mas ainda escapamos da alta temporada e conseguimos visitar o Hermitage sem fila. Sério: compramos o ingresso na hora, só tinha 1 pessoa na nossa frente na bilheteria e eu tirei uma foto sozinha na escadaria principal para provar que estava vazio! E de camiseta para provar que estava quente!

Eu tinha lido várias recomendações para comprar o ticket com antecedência pela internet porque as filas são gigantescas no verão… Mas só pegamos muvuca num horário que coincidiu com 3 grupos de excussão – depois eles foram embora e nós ficamos no museu tranquilo.

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A única desvantagem que percebemos em viajar nessa época é que não tem hydrofoil (catamarã) para ir de São Petersburgo até o palácio de Peterhof, mas dá pra ir de metrô e ônibus tranquilamente. Também não vimos a famosa “noite branca”, mas no fim de maio os dias já estavam bem longos (anoitecendo pra lá das 22h) e mesmo de madrugada o céu ainda estava azul, como se fosse 19h no Rio de Janeiro.

7. Pedir dica de restaurantes

Nos primeiros dias em cada cidade, a gente gastou fortunas em restaurantes, até começar a descobrir onde valia a pena. E isso quase estourou o nosso orçamento! Como é inevitável que a gente circule pelas regiões turísticas, onde os restaurantes costumam ser caros, é uma boa ideia pedir indicações no hostel para encontrar lugares com bom custo-benefício. Nós fizemos um post com dicas de onde comer na Rússia, incluindo algumas redes de lanchonetes locais – para quem quer comer rápido e barato, mas ainda experimentar os pratos típicos.

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8. Comprar comida em supermercado

As dicas de restaurante ajudaram muito, mas o que realmente reequilibrou as contas foi fazer compra em supermercado (tinha um na esquina de cada albergue em que ficamos, tanto em Moscou quanto em São Petersburgo). É uma ótima saída para fazer lanches, levar pic nic quando for passar o dia em um palácio ou mesmo preparar um jantarzinho no hostel, se tiver cozinha (os nossos tinham). Pelo que vimos no Booking.com na época em que fizemos nossas reservas, pouquíssimos hotéis na Rússia incluem café da manhã, então também vale comprar algumas coisinhas para começar o dia 🙂

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9. Evitar contato com a polícia

Tivemos muitas recomendações quanto a isso, muitas mesmo – dos blogs ao guia da Publifolha, passando pelos relatos de amigos que já tinham viajado para lá. As histórias eram de deixar qualquer viajante apavorado, de extorsão de propina até prisão injustificada. Nós não passamos por nenhuma situação constrangedora dessas (ainda bem!) mas seguimos firmemente dois conselhos: não deixar o passaporte sair da sua vista em momento nenhum e não falar com policiais nem para pedir informação.

Quanto à segurança nas ruas, nos sentimos super seguros nas duas cidades, especialmente São Petersburgo. De verdade. O que eu posso dizer são aquelas velhas dicas que servem para qualquer destino turístico: não dar trela para abordagens do meio da rua e tomar cuidado com pickpockets (furtos em lugares cheios) – mas isso é meio óbvio, né?

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10. Levar dinheiro para a balada

Não tivemos dificuldade para encontrar caixas eletrônicos (ATM), inclusive com opção de idioma em inglês, mas o cartão Travel Money nem sempre era aceito nas lojas e restaurantes. Se for sair à noite, também é importante levar dinheiro vivo, pois os bares adotam o mesmo esquema que os pubs de Londres: você paga cada bebida na hora que pede no balcão. Em São Petersburgo, as ruas Lomonosova (Ломоносова) e Dumskaya (Думская) são uma região legal para ir à noite.

Bônus: chip 3G na Rússia

A internet era liberada nos hostels e é bem comum ter wifi nos restaurantes também, mas quem tiver interesse em comprar um chip de telefone para usar 3G local, pode procurar as lojas da MTS, Beeline ou Megafon (três principais companhias telefônicas na Rússia), que vendem chip SIM Card com 3G de internet e 400/500 minutos de ligações locais por preços entre 400 e 600 rublos (cerca de R$ 20 a 30).

A vantagem é que, tendo acesso à internet, você pode usar a nova função do Google Translator, que é capaz de traduzir placas e cardápios usando a câmera do celular para reconhecer os caracteres! 🙂

Veja todos os posts da Rússia aqui no blog

Bem, acho que essas são as dicas que eu daria a um amigo que estivesse pensando em viajar pra lá. Não é nenhum bicho de sete cabeças e, certamente, é um dos destinos mais fascinantes que já visitei! 😀

Você já viajou pela Rússia? Tem outras dicas pra contar pra gente? Comenta aí!

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55 Comentários

  1. […] Essa foi nossa primeira refeição na Rússia, chegamos a pensar que iríamos à falência nessa viagem! Ainda bem que depois pegamos o jeito e aprendemos os truques para economizar em Moscou e São Petersburgo […]

  2. […] Com a simples transliteração, já dava para ler placas de metrô, embalagem de produtos no supermercado e várias outras coisinhas, como “restaurante”, “supermarket” e café “expresso” Depois de alguns dias, nosso vocabulário já incluía muitas novas palavras, de tanto vê-las nos cardápios e placas (veja dicas de como se virar em russo). […]

  3. Alana disse:

    Olá, ótimos seus textos! ja estou anotando tudo
    a viagem pra russia surgiu na correria e não tive muito tempo de me programar :/ ja vou na próxima semana
    minha duvida é: como brasileiros não precisamos de visto para entrar, porém li em varios pots sobre uma “carta”do local que você ficará hospedado. Isso é realmente necessário? como foi a imigração?
    obrigada

    • Oi, Alana! Obrigada pelo comentário. É ótimo saber que o blog está ajudando a sua viagem 🙂
      A carta convite é um dos documentos para solicitação de visto – no caso de brasileiros indo a turismo, ela não é necessária. Como em qualquer viagem, é bom ter cópia da reserva de hospedagem, da passagem de volta e do seguro de saúde em mãos. A imigração foi tranquila, o mais engraçado é que meu voo para Moscou partiu de Berlim e os alemães do checkin não acreditavam que nós não precisávamos de visto (porque todo mundo na Europa precisa, então eles estavam treinados para cobrar o visto)… chamaram umas 4 ou 5 pessoas para conferir! Hahaha
      Bjos e boa viagem! Aproveita!

  4. Caio Guedes disse:

    Boa tarde. Viajarei à Rússia, Moscou e possuo algumas dúvidas. Quanto eu deverei levar de dinheiro para passar até 1 semana? Compensa eu levar apenas cartões de crédito e débito (Mastercard e Visa) e deixar para fazer os saques diretamente em caixas especializados (existe esta possibilidade)? É interessante levar alguma quantia em dólares? Onde eu poderei trocá-los? Gostaria de agradecer à ajuda de vocês!!! Muito obrigado!!!

    • Oi, Caio! Dizer quanto $ alguém deve levar é difícil, porque os padrões de consumo variam muito de uma pessoa para a outra… Se você quiser um valor de referência, eu diria o equivalente a uns 50 euros. Mas dê uma olhada no post sobre restaurantes na Rússia e veja como os valores podem variar largamente.
      Cartão de débito tipo VTM é aceito em lojas e restaurantes maiores, mas em comércio de rua é melhor pagar em dinheiro. É fácil encontrar caixas automáticos para fazer saque (e com opção para idioma inglês!). Se você tiver euros ou dólar sobrando do seu destino anterior, pode levar também – só lembra que câmbio em aeroporto é quase sempre mais caro do que na cidade 🙂
      Abs e boa viagem!

  5. Wendel disse:

    Eu pretendo ir mas não agora, quero muito ir à St. Petersburg, conhecer minha amiga que mora lá. Acho que é muito bom ter alguém com quem você possa sair e conhecer os lugares, principalmente em questão se segurança pra não se perder ou fazer algo indevido. Enfim, muito boa a postagem, ajudou bastante. ^^

  6. Vanessa disse:

    Olá! Boa noite. Parabéns pelo blog. Estou morando em Dublin e pretendo ir para a Rússia em Janeiro ou Fevereiro. Vou viajar sozinha. Sei que vai ser frio, mas quero conhecer Moscow e St. Petersburg! Depois, pretendo ir em alguma cidade da Sibéria para ver a Aurora Boreal! Qual companhia aérea seria mais barata? Tenho tempo para visitar Berlim e outras capitais Européias próximas. São 30 dias de férias no total. Qual cidade na Sibéria seria seguro para ver a Aurora Boreal? Como posso organizar meu roteiro? Algo parecido como sair de Dublin e ir para Londres, Amsterdã e Berlim e depois a Rússia! Estou meio confusa( da para notar pela forma como escrevi)! E que gostaria de sais de Dublin e ir conhecendo algumas capitais até chegar na Sibéria para ver a Aurora Boreal (não quero ir aos países escandinavos para isso)! Agradeço a atenção e obrigada

    • Oi, Vanessa! Não viajei pela Sibéria, não sei dizer qual a melhor estratégia para ver a Aurora Boreal de lá. Você pode buscar as cias aéreas mais em conta pelo Skyscanner. Dublin e Londres têm mais opções de voos para as capitais europeias do que os destinos da Rússia, então talvez seja interessante você colocar a Rússia no meio do roteiro e usar as cidades mais “conectadas” como paradas na ida e na volta. Aproveite para ver as outras dicas da Rússia aqui no blog 🙂
      Abs e boa viagem!

  7. sabrinecortes disse:

    Adorei a matéria sobe a Russia !
    Com certeza todas as dicas são validas, pois quero muito conhecer São Petersburgo, além de suas histórias.
    🙂

  8. José Safrany Filho disse:

    As dicas do blog são boas, principalmente em se tratando de primeira viagem à Rússia. Mas, acertaram nas escolhas de locais a visitar, Moscou, Lenilngrado (agora S.Petersburgo), além de Vladimir e Suzdal , os parques e arredores das duas maiores cidades russas. Melhor, também, levar, além de dicionário de bolso, anotados, antecipadamente, os locais que deseja visitar, anotar nomes de coisas corriqueiras em russo (leite, café, pão, batata, bife, bebidas, etc. e ir memorizando à medida que as tiver de usar). Evitar afobação, procurando sair sempre com tempo de sobra para as visitas. Eles são pontuais e abertura/fechamento de locais públicos são rigorosos. Mas, sem dúvida, vale a pena conhecer esse povo tão rico de experiências diferentes (que outro povo passou por uma Revolução na verdadeira acepção da palavra e chegou a vivenciar uma transição socialista? Os países europeus do leste também, mas bem menos tempo e sequer puderam completar a transição, pois o capitalismo nunca deu trégua e, na Rússia (ou URSS) só não deu certo devido aos desvios e traições pelo caminho, desde o pós II Grande Guerra mundial. Outra dica, é visitar os mausoléus, bibliotecas, livrarias e adquirir alguma literatura russa, que é uma das mais ricas do mundo.

  9. Andrea Mello disse:

    Estou amando o blog. Estou indo, em maio, a Moscou-São Petersburgo e anotarei sua dicas super úteis. Parabéns!

  10. Igor Leonardo disse:

    Um conselho de amigo , não vão a russia de ferias , muito perigoso !!!! Para não falar da arrogancia dos russo , a partir do momento em que estao na russia estao por vossa conta esquecam a Polícia.

  11. Ingrid disse:

    Olá,

    Gostaria de saber onde se consegue um mapa bilíngue. Obrigada

  12. Lia Lanova disse:

    Ola, gente! Eu estou a escrever uma tese na área do turismo, e é muito importante para mim obter opiniões que os brasileiros têm em relação ao destino Rússia. Por favor, preenche um questionário, você vai ajudar-me muito! Beijinhos e abraços! http://goo.gl/forms/aW50Y05ahX

  13. […] chegada na Rússia foi cheia de surpresas e ainda estávamos pegando o jeito para aprender como se virar por lá. Que bom que pudemos nos sentir em casa numa cidade tão diferente para a […]

  14. Boa tarde. Gostaria de parabenizar pelo blog.
    Gostaria de saber quais os requisitos necessários para viajar para a Russia entre documentos e tudo mais?

    • Oi, Robson! Desde 2010 o visto não é exigido de brasileiros viajando a turismo por até 3 meses. É exigido que o passaporte seja válido pelo menos 6 meses após a data da saída da Rússia, e o serviço de imigração pode pedir informações sobre passagem de volta, reserva de hospedagem e disponibilidade de meios financeiros. Confira as informações completas no site da Embaixada russa no Brasil: http://brazil.mid.ru/web/brasil_pt/informacao-sobre-vistos
      É muito legal saber que você gostou do blog – se quiser dar uma força pra gente, reserva seu hotel a partir deste link aqui: http://www.booking.com/index.html?aid=379521 pois assim o Booking nos dá uma comissão (sem que você tenha que pagar nem 1 centavo a mais por isso) 😉
      Abs e boa viagem!

  15. Rafaela Almeida disse:

    Olá fernanda, depois de muito tempo pesquisando achei um site legal que dá dicas bacanas sobre a Rússia.. Eu vou pra lá em julho pra ficar na casa da minha melhor amiga que é russa haha mas posso dizer que estou com medo de lá, nunca fui pra Europa e estou com um pouco de medo da Rússia particularmente. O que foi que você menos gostou da Rússia?

    • Oi, Rafaela! Fiquei bem feliz com o seu comentário, valeu 🙂
      Tive que pensar um bocado pra responder sua pergunta, pedi a opinião do Guilherme também… e as únicas coisas que a gente lembrou de não ter gostado foram os preços, a falta de info em inglês nos museus e as distâncias (se anda muito tanto em Moscou quanto em São Petersburgo). Até que não são problemas tão graves…
      Não fica com medo, não… Ainda mais se você estará com uma amiga local! Aproveita a viagem!
      Beijos

  16. Oi, Fernanda! Muito legal o seu blog. Eu e uma amiga estamos planejando passar por Moscou e São Petersburgo agora em junho. Temos o hábito de fazer um citytour na chegada, prà nos familiarizarmos com a cidade e identificar os locais a visitar. Você fez este reconhecimento inicial e, se fez, de que forma? Como se locomoveu pelas cidades? Sempre de metrô?
    Desde já, agradeço suas respostas,

  17. […] legal – a começar pelo chão de terra dos jardins… Não deixe de ver aqui no blog nossas 10 dicas práticas para planejar sua viagem pela Rússia […]

  18. Sergio Nassar disse:

    Viajo para Moscou em julho e gostaria de fazer algumas perguntas.
    1ª) Qual dinheiro devo levar? rublos ou dólares?
    2ª) Na aduana russa eles reviram suas malas? Falo isso porque sou soropositivo e preciso levar meus remédios comigo ou deixá-los, se for o caso.
    3ª) é preciso algum tipo de visto para entrar e sair do país? Ou para visitar São Petersburgo em 1 dia?

    • Oi, Sergio! Valeu pela visita ao blog 🙂
      É melhor levar dólares ou euros para fazer o câmbio lá mesmo. O cartão de crédito também pode ser uma boa opção, pois a taxa de conversão do banco tende a ser mais favorável do que a das casas de câmbio (especialmente porque você terá que trocar duas vezes: primeiro comprar dólar/euro e depois comprar rublo).
      Não sei responder sobre a revista de malas, isso varia muito de acordo com os aeroportos, cias aéreas etc. A gente falou sobre o visto em outros comentários aqui, dá uma olhada para ver as informações.
      Abs e boa viagem!

  19. Thiago disse:

    Olá , gostei muito deste site possui muitas informações sobre a Rússia , mas ainda tenho minhas duvidas .
    No serviço de imigração o que eles pedem , e qual documento é extremamente nessesario além do passaporte , em caso da moeda qual devo levar vi que as casas de câmbio brasileiras são poucas que trabalham com o rublo russo o que o torna difícil de encontrar , ah e o mais importante ao chegar na Rússia até mesmo na fila da imigração eles te perguntam em russo , é difícil de se mover sem saber o idioma como , ex: comprar alimentos e tudo mais , porque preciso de uma ideia real de quem já foi ou mora lá , especulações de sites não dou muita atenção até encontrar o seu , porque aqui no Brasil as agências de viagens estão com preços muito abusivos , agradeço a atenção caso leia e se puder me responder será de grande ajuda .

    • Oi, Thiago! Legal que você curtiu o blog 🙂 Acho que você encontra as respostas para as suas perguntas no texto e nos comentários anteriores… Sobre o idioma na imigração, os guardas me atenderam em inglês.
      Abs e boa viagem!

  20. Nayson Souza disse:

    Fiquei 3 meses em Saint Petersburg e Moscow no inverno (omg)… foi incrível. Não tive nenhum problema com a polícia, mas mesmo os amigos russos me pediam pra me manter longe deles. Comprar comida e me deslocar foi tranquilo pq eu já fui sabendo ler cirílico e muitas palavras são iguais ao português e/ou inglês. Existem lugares mais acolhedores e outros não… óbvio q eu só voltava onde não faziam cara feia pelo meu ascent.
    Amei a comida e a hospitalidade …. vi algumas pessoas idiotas e xenofobicas como em todo lugar… mas não tive contato por ter muita assistência e cuidado por parte de meus amigos lá.
    Fronteira foi tranquilissimo… não me fizeram nenhuma pergunta e não pediram nada… entreguei seguro, passagens ida e volta, passport e só.
    Agora estou voltando pra lá pra ficar. Não deixo de ter medo, por tudo que falam, mas uq experienciei lá foi incrível, amoroso e acolhedor.
    Minha dica: vá! E vá no verão! Pq eu achava q gostava de frio até sentir -44 na pele.

    • Oi, Nayson! Que legal o seu depoimento, nossa experiência na Rússia também foi incrível 🙂
      É ótimo ter amigos locais, ajuda muito a adaptação e eles podem dar as melhores dicas. Estou na torcida para a mudança ser boa!
      Beijos e obrigada pela visita ao blog

  21. Jéssica Jessy disse:

    Ola querida,amei o seu blog.penso em visitar a russia ja no final deste ano,e agradecia se tu aperfeiçoasses mais um um pouco sobre o assunto dos documentos necessário, eu sou angolana mais morro em windhoek e no meu caso terei que tratar mesmo o visto,e quero que expliques pra mim mais um pouco acerca da carta de convite

  22. claudia semião disse:

    Oi! Amei o blog. Saio da polonia para st petersburgo.Como faço? Pego visto de entrada lá em st peter? E na saída de Moscou tb tem que pegar visto da saída? Vc me deixou preocupada qdo falou que pegou o visto em berlim! Não falo polonês!😨😨😨Como faço???

  23. Luciana Cugnasca disse:

    Olá Fernanda!
    Estou planejando um roteiro para São Petersburgo e Moscou porem na maioria dos blogs que visitei falam que não se fala inglês em grande parte das atrações (restaurantes, museus, estações de metro e trem). É isso mesmo?
    Obrigada
    Luciana

  24. Cris Noguera disse:

    Boa noite. Estou indo para Moscou dia 5 de agosto. Meu filho e nora estão lá há 1 ano e vou visita-los. Posso levar algum tipo de alimento? Tem muita coisa q eles não encontram por lá. Bjs

  25. Flávio vieira Lopes disse:

    Gostei muito das dicas, mas ainda tenho dúvidas, eu estou planejando minha primeira viagem a Samara Rússia, além do passaporte, quais os outros documentos e exames para um turismo de 30 dias, ou se poder me indicar um e-mail para informação, fico agradecido, obrigado

    • Nanda | Vontade de Viajar disse:

      Oi, Flávio! Brasileiros em viagem a turismo por menos de 90 dias precisam apresentar somente o passaporte seja válido pelo menos 6 meses após a data prevista para a volta, e o serviço de imigração pode pedir informações sobre a passagem de retorno, a reserva de hospedagem e disponibilidade de meios financeiros. Confira as informações completas no site da Embaixada russa no Brasil.
      É muito legal saber que você gostou do blog – se quiser dar uma força pra gente, reserva seu hotel a partir deste link aqui, pois assim o Booking nos dá uma comissão pela indicação de um leitor (sem que você tenha que pagar nem 1 centavo a mais na sua reserva por isso) 😉
      Abs e boa viagem!

  26. Mariana Cavalcante disse:

    Olá, tudo bem? Então, eu estava lendo alguns posts do blog, muito bons por sinal, parabéns!
    Eu pretendo viajar final do ano para São Petersburgo na Rússia com uma amiga, mas estamos completamente perdidas. Eu nunca viajei para nenhum lugar, por onde você acha que devo começar? Qual a melhor agência que devo procurar? Eu queria muito comprar um pacote completo (passagem, hotel, translado, guia e etc). O que você me recomendaria?

  27. Maria do Céu disse:

    Muito boa a pagina com as 10 dicas praticas pra viajar para a Russia. Meu marido e eu estamos pretendendo fazer esta viagem e as observações de vocês nos encorajaram bastante. Sempre achamos que precisaríamos de um guia, mas parece possível fazer esta viagem contando apenas com os apoios pontuais em alguma programação específica, se for o caso. Obrigada. Att., Maria do Céu

    • Oi, Maria! Fico feliz de saber que o blog está ajudando ♥
      Tentem aprender algumas palavrinhas básicas e, com um pouco de paciência para se comunicar, tudo dá certo! Um pouquinho de choque cultural faz parte da brincadeira, né? 😀
      Quando fui para a Rússia pela 2ª vez, em 2016, percebi que as placas em inglês já estão aparecendo com mais frequência. Além disso, vocês podem fazer passeios com guias, e a equipe do hotel também pode ajudar na adaptação.
      Se quiserem dar uma força pra gente, usem os links aqui do blog quando forem reservar seus hotéis – a gente recebe uma pequena comissão do Booking pela indicação de um leitor, sem que você tenha que gastar nem 1 centavo a mais por isso 🙂
      Beijos e boa viagem!

  28. Norma Teixeira disse:

    Super util suas dicas. Tenho 73 anos e viajo quase sempre sozinha. E viajo como viajante . Fico em hostel e uso transporte público. Estou planejando viajar de moscou em maio 2017. Nao sou fluente em inglês mas não tenho dificuldade em me comunicar. Qual a sua opinião. Agradeço antecipadamente a atenção. Obrigada

    • Oi, Norma! Legal que as dicas do blog estão sendo úteis 🙂 Nós viajamos em maio e demos sorte com o tempo – pegamos dias lindos, mas é bom levar casacos bem quentinhos de qualquer jeito.
      Não faz mal que você não seja fluente em inglês, os russos também não são! hahaha! Anota algumas expressões básicas (ex. “adín biliét” para comprar ingresso ou ticket de metrô) e instala o aplicativo Maps.me no celular com o mapa de Moscou (que funciona com ótima precisão para trajetos a pé!).
      Uma viajante independente como você vai se virar numa boa! O pessoal do hostel também vai poder ajudar 🙂 Aliás, nós ficamos num hostel ótimo em Moscou – se você quiser dar uma olhada…
      Valeu pela visita ao blog e boa viagem!

  29. Letícia disse:

    Oi Fernanda!

    Muito bom seu artigo, muitas dicas interessantes! Estou considerando ir pra Russia pra fazer Moscou/Sao Petersburgo em Setembro.
    Como é o custo de vida lá? Eu sei que o rublo é bem desvalorizado (BRL1,00 = 18 Rublos), mas sempre ouço falar que tudo é caro lá.

    • Oi, Leticia! Legal que gostou, valeu 🙂
      A conversão engana mesmo: o rublo é desvalorizado porém tudo custa centenas de rublos… rs! Mas com um pouco de organização, a viagem não precisa sair tão cara.

      Para você ter uma ideia dos preços: os museus em Moscou custam de 250 a 450 cada (cerca de 15 a 25 reais), um passe com 20 passagens de metrô custa 650 rublos (2 reais cada passagem). Os restaurantes é que variam bastante (falei sobre restaurantes na Rússia aqui no blog), você pode calcular de 600 a 1.200 rublos por refeição (30 a 60 reais). Como muitos hotéis não incluem café da manhã, vale a pena comprar pães e frutas no supermercado, que é muito mais barato que tomar café na rua e ajuda a equilibrar o orçamento.

      Em São Petersburgo, os preços costumam ser mais em conta, mas as atrações (Palácios etc.) têm ingressos mais caros.

      Quando for reservar os hotéis, se quiser dar uma força pra gente, usa os links aqui do blog – a gente recebe uma pequena comissão do Booking pela indicação de um leitor, sem que você tenha que gastar nem 1 centavo a mais por isso 🙂
      Beijos e boa viagem!

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