Nossa passagem por Chiang Rai foi muito rápida, ficamos apenas 1 noite na cidade antes de cruzarmos a fronteira para o Laos, mas foi tempo suficiente para termos algumas experiências curiosas por lá, como a degustação de insetos fritos no mercado da cidade.

Chiang Mai - Tribos da Indochina (foto do blog Vontade de Viajar)

A única tarde em Chiang Rai foi dedicada a visitar um centro de preservação de tradições das tribos indígenas da Indochina. Pela proximidade da fronteira com o Laos, o Mianmar (Birmânia) e a China, os fluxos migratórios fizeram de Chiang Rai um “território comum” entre diversas tribos da região.

Chiang Mai - Tribos da Indochina - Mulher Palong e suas grandes argolas nas orelhas (foto do blog Vontade de Viajar)

A Union Hilltribe Village reúne grupos de seis dos principais povos nativos do Sudeste Asiático, mesmo os que não são originários da Tailândia, com a proposta de compartilhar com os turistas um pouco de sua cultura.

Estávamos com um grupo grande e as reações foram bem variadas: havia quem olhasse com ceticismo e quem estivesse completamente encantado com o contato. Se o choque cultural já tinha sido forte ao chegar em Bangkok, imagina diante dos índios!

Chiang Mai - Tribos da Indochina - Ahka (foto do blog Vontade de Viajar)

Passamos por algumas réplicas de suas casas (será que também são chamadas de ocas?) e pudemos ver como são feitos os colares de cobre que, ano a ano, aumentam os pescoços das índias Padaung (conhecidas como Long Neck Karen). Os anéis são, na verdade, um único fio que dá voltas em espiral ao redor do pescoço. Não acreditei quando senti o peso de um colar desses: pode chegar a mais de 10 quilos!

Chiang Mai - Tribos da Indochina alongamento da india Padaung (foto do blog Vontade de Viajar)

Com movimentos gentis e sorrisos discretos, nos receberam bem. Arrisquei alguns passos de dança com a tribo Lahu, o Guilherme e a Leticia tocaram percussão com os Ahka, e olhamos algumas peças de artesanato muito bonitas.

Mas preciso confessar que não consegui me sentir tão à vontade, senti falta de uma conexão verdadeira, queria ter compreendido melhor sua história. Não estou falando só de como os índios “se apresentavam” para nós, mas de qual é o nosso papel ou nossa contribuição nessa visita, entende? De qualquer forma, foi uma experiência.

Uma atividade legal que nossos amigos fizeram em Chiang Rai foi a aula de culinária tailandesa, que começa com uma ida à feira para a escolha dos ingredientes e termina com um belo banquete para saborear os pratos tradicionais. Essa eu deixei passar, mas a galera disse que foi divertido!

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