Se o centro histórico é o lugar para ver o que há de mais tradicional em Munique, o Olympiapark é o lugar para descobrir como a cidade também pode ser moderna e tecnológica.

Visitamos o Parque Olímpico de Munique no dia certo: um domingo de sol, e por isso encontramos lá muitas famílias aproveitando a recém-chegada primavera. É uma delícia fazer programas que os locais também fazem, né?

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Logo na primeira volta pelo parque, os prédios de arquitetura high-tech com jeitinho de Frank Ghery chamam a atenção. Neles ficam a arena e a piscina (que atualmente é aberta ao público, fica a dica pra quem viaja no verão!).

Pegue um folheto com o mapa do parque e veja quanta coisa tem pra fazer por lá! De aquário marinho a paredão de escalada, você encontra de tudo. Isso pra não falar que gente queria ter idade pra brincar com as crianças nas bolhas que flutuam no lago Olympiasee 😀

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Na margem do lago, uma calçada da fama registra algumas das celebridades que já fizeram show desde a década de 70 no Olympic Hall ou no próprio estádio – de Ozzy Osbourne a Justin Bieber, com direito a Elton John, Liza Minnelli, REM, Metallica, Lenny Kravitz, Bon Jovi, Backstreet Boys e até David Coperfield.

Aliás, aproveita e dá uma olhada na programação dos shows pra ver se tem alguma banda legal na época da sua viagem… tem show lá todo mês. Esse fim de semana mesmo tá rolando um festival com Iron Maiden, Slayer, Iggy Pop e Nightwish.

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Entre as muitas atividades ao ar livre que tem pra fazer no parque, nós escolhemos fazer tirolesa! Cruzamos sobre o Estádio Olímpico numa zipline de 200 metros – uma experiência diferente de tudo mais o que fizemos na Alemanha.

O nosso instrutor tinha passado uma temporada no Brasil e sabia até falar um pouco de português 🙂 Ele deu todas as orientações enquanto nos equipava e acompanhou a gente até a torre, subindo pelas rampas gradeadas de metal.

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Eu achei que ia ser moleza, mas quando cheguei na plataforma acima das arquibancadas, vendo o gramado tão distante lá embaixo… tive que tomar coragem para me soltar da plataforma! Era como se eu fosse me pendurar de um prédio de 10 andares, fiquei suando frio! Mas foi só a descida começar que o medo deu lugar a sensação incrível, uma experiência muito legal!

Se você prefere curtir o visual do parque sem adrenalina, a pedida é subir ao observatório da Olympiaturm, a torre olímpica. Por ser afastada do centro, a vista panorâmica que se tem de lá é bem diferente das torres em volta da Marienplatz. E ainda tem elevador 🙂

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No alto da Olympiaturm, mais uma surpresa para quem curte música! O pequeno Museu do Rock, instalado lá em cima, reúne ingressos de shows históricos, posters, fotos e memorabilia como uma guitarra autografa por Ozzy e um poema escrito por Jim Morrison – tudo parte da coleção privada de dois amigos que já viram praticamente todas as lendas do rock ao vivo.

Como todo bom parque na Alemanha, ali também tem quiosque pra comer bratwurst (pão com linguiça alemã) e um Biergarten com bastante mesas pertinho do estádio, pra tomar uma cerveja com os amigos.

Parte da antiga vila olímpica foi transformada em residência estudantil – chamada Olympiadorf ou simplesmente Olydorf. São kitnets pequenininhas, coladinhas uma na outra, que ganham um ar um pouco mais simpático com as fachadas coloridas e grafitadas.

Em frente ao prédio que hospedou a delegação de Israel nas Olimpíadas de 72, tem um memorial em tributo às vítimas do ataque palestino, um dos episódios mais trágicos da história dos Jogos.

Quem gosta de carros, ou de tecnologia, ou de design, com certeza vai se divertir no BMW Welt, o “Mundo da BMW” que fica bem ao lado do Olympiapark e exibe os carros e os motores que fizeram a história da marca.

A gente acabou não visitando porque ainda queríamos aproveitar o fim de tarde no Englicher Garten (lugar divertidíssimo, imperdível!). Ficou sendo uma daquelas coisas que eu vou ter que fazer quando voltar a Munique 🙂

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O acesso ao parque é livre, você só paga os tickets das atrações que quiser fazer. Quando viajamos, a cotação do euro estava bem melhor do que está hoje, mesmo assim o preço da tirolesa foi salgado: € 30. Valeu porque a gente curte incluir coisas de “fazer” em vez de ter um roteiro só com coisas de “ver”.

Pra chegar lá, é só pegar o metrô e descer na estação Olympiazentrum. O museu da BMW é fácil de identificar e serve como referência – cruza a passarela ao lado dele e você já está no parque.

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