Viajei com minha mãe para Nova York no último outono. Para minha alegria (e, em alguns momentos, desespero dela) a Grande Maçã é sempre uma caixinha de surpresas, não importa a estação. A gente sabia desde o início que os nossos roteiros iam divergir em alguns momentos – eu tenho verdadeiro horror a outlets e ela, por sua vez, não queria ver todo o circuito da Broadway como eu. Ter um chip de celular nos EUA para a gente se falar seria, no mínimo, conveniente.

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Por isso, topamos testar os chips da America Net Mobile. A empresa, que é representada por algumas agências de viagem no Rio, nos cedeu gentilmente dois chips, cada um com um plano de 90 dólares. Isso significava: ligações ilimitadas para qualquer telefone nos EUA, de graça também para fixos no Brasil (!) e 100 minutos para celulares brasileiros (!!!). Ah sim, o 3G era ilimitado – e não preciso nem dizer que o serviço funciona muito melhor do que o de qualquer operadora no Brasil.

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Eu sempre fui resistente à ideia de me prender a um celular durante uma viagem. Sou jornalista, assessor de imprensa, então o maior significado das férias para mim é colocar o aviso de ausência no Google e ficar longe da caixa de email. Mas valeu muito a pena. Se você decide tudo de última hora como eu, então… Teve alguns momentos da minha viagem em que estar com um chip de celular dos EUA fez toda a diferença:

Gosto de andar e descobrir coisas no caminho. E sou desorientado.

Nessa viagem, nós desbravamos as principais regiões de Manhattan e do Brooklyn. Um destino por dia. A gente ficava bem solto para caminhar e ir vendo cada coisinha aqui e acolá que queria ver. Um dia, por exemplo, demos uma boa caminhada pelo Chelsea, Greenwich Village, e depois demos um esticadão até o East Village.

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Eu marcava no Google Maps as lojas e pontos turísticos que queria ver (High Line no Chelsea, Magnolia Bakery no Village, a loja Trash and Vaudeville e o restaurante ucraniano Veselka no East Village) e ia andando de um a um. Se você é uma das cinco pessoas da raça humana que tem senso de direção pior que o meu, é uma boa alternativa.

Detesto fazer escolhas, principalmente as que envolvem dinheiro

Eu sofro muito em outlet, gente. Odeio escolher coisas pra mim, ainda mais pros outros. Tive que ir um dia no Jersey Gardens com a minha mãe (ela foi sozinha uma segunda vez, na qual o telefone foi bastante útil pra gente). “Qual bolsa é mais barata? E mais bonita? E a que cabe mais coisa? Essa é da Tommy? Ah, mas na Praça Saens Peña tem uma igualzinha” (sim, todas as frases são reais e de autoria da minha mãe, Dona Hilda).

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Então a gente conseguia mandar pelo Whatsapp altas fotos dessas comprinhas pra minha irmã, que ficava dando pitacos diretamente do Brasil para nos ajudar a decidir.

Não consigo achar aquela dica incrível que você me deu! Me ajuda?

Esse tópico é especial para a minha amiga Priscilla, que me deu duas dicas de Nova York maravilhosas: o passeio pela Columbia University (com direito a um almocinho ótimo num dos restaurantes universitários) e a lojinha na Union Square onde comprei meu Doc Martens. Teve um dia que eu telefonei para ela para pegar as indicações. A gente ainda colocou os papos em dia, e com isso gastei no máximo 10 dos 100 minutos que tinha no plano do meu chip internacional.

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Liga pro teu pai pra saber como ele tá, Matheus!

Sim, esse é o tópico de quatro linhas da minha mãe. Ela queria notícias do meu pai e essa foi a grande utilidade do telefone para ela. Que bom! Mãe feliz, filho feliz 🙂 Fora a cena dela falando com ele, toda chique na Quinta Avenida.

Fica tranquila que a gente se encontra

Não consigo marcar ponto de encontro. Fico agoniado, sou impaciente. Tenho a impressão de que a gente vai se perder. Mas também tenho um andar inteiro da H&M para desvendar, então não vou ficar na seção feminina junto com a minha mãe. A gente se ligava e ufa! Ela ainda está no provador. Ou eu que estou?

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Posso garantir que nossa viagem teve um brilho extra com ajuda da tecnologia. Esperando o metrô, a gente conseguia ver um trecho no YouTube da peça da Broadway que veríamos à noite. Nos lindíssimos cenários da High Line, Brooklyn Heights, Dumbo e Soho postamos as mais lindas fotos de Nova York nas nossas redes sociais. Além dos momentos juntos, desfrutamos de nossas vontades pessoais com tranquilidade. Afinal, não seria a vida uma grande H&M com andares exclusivos cheios de pechinchas maravilhosas para cada um de nós?

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