O que fazer em Budapeste: 6 lugares imperdíveis

Preciso confessar que Budapeste não estava entre meus destinos dos sonhos até que, em 2008, minha madrinha foi morar lá. Eu definitivamente não sabia o que estava perdendo!

Ao mesmo tempo em que ostenta a beleza clássica das grandes capitais europeias, Budapeste provoca aquele fascínio que só se sente quando a gente encara grandes choques culturais. Ainda tive a sorte de visitar a cidade num mês de abril, quando o sol anima os húngaros recém-saídos do inverno e as flores colorem as praças.

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Praça Erzsébet

Para quem planeja uma viagem pelo Leste Europeu, aqui vai um roteiro com 7 passeios imperdíveis pelas principais atrações da cidade. Nem de longe dá conta de tudo o que fazer em Budapeste, mas já é o suficiente para você também se apaixonar.

1. Castelo e a vista maravilhosa

O Castelo Budapeste abriga não apenas o palácio real mas também o Museu de História e a Galeria Nacional. É interessante dar uma volta pelo entorno para ver os jardins e o bairro que ainda guarda traços da Idade Média.

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Ponte das Correntes

O terraço próximo ao portão com a estátua do Turul (ave mitológica que é um símbolo húngaro) é uma área muito bonita, de onde se tem uma vista incrível sobre o rio Danúbio, que corta a cidade, e a bela Ponte das Correntes em frente ao luxuoso edifício do hotel Four Seasons.

Outro ponto interessante na colina do castelo é o Bastião dos Pescadores, uma construção linda que tem 7 torres, representando as 7 tribos magiares que fundaram a Hungria.

O que fazer em Budapeste - Bastiao dos Pescadores
As torres do Bastião dos Pescadores

2. Antes de sair de Buda, a Citadela

O rio Danúbio divide a cidade em dois – um lado se chama Buda e o outro, Peste (parece piada, mas não é). Aproveitando a visita ao Castelo, pode ser interessante subir o Monte Gellért, que fica no mesmo lado da cidade, para ver a Estátua da Liberdade e perder o fôlego com a vista linda lá do alto. Com um pouco mais de tempo, também vale entrar no bunker, para ver como era o abrigo antiaéreo construído pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Veja o parque das estátuas comunistas em Budapeste
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Estatua da Liberdade

3. O Parlamento e seu fantástico prédio gótico

Cruzando a ponte para o lado de Peste, a gente encontra a sede do Parlamento, num estilo gótico super rico em detalhes. Se tiver tempo, vale a pena fazer uma visita guiada para conhecer as salas, as esculturas e os tapetes que embelezam o interior do prédio.

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Parlamento de Budapeste

A 300 metros dali, à margem rio Danúbio, uma das minhas obras preferidas de Budapeste: os sapatos esculpidos em bronze, em homenagem aos judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. A história é terrível, mas acho importante contar: os nazistas do Partido da Cruz Flechada mandavam as vítimas tirarem seus sapatos antes de atirar e derrubar seus corpos no rio – um passado triste registrado em um memorial singelo e respeitoso.

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Sapatos judeus na beira do rio Danúbio

4. Basílica de Santo Estêvão

Primeiro rei da Hungria, Estêvão se dedicou à cristianização dos povos magiares, fundou diversos mosteiros e foi santificado. Essa é sua Basílica. Enorme, com capacidade para mais de 8 mil pessoas, oferece uma vista muito bonita do alto de sua cúpula.

A partir dali, vale dar uma voltinha pelo centro da cidade para tomar um sol na Erzsébet Tér (Praça Elizabeth), comer uns doces na confeitaria Gerbeau (na Vörösmarty Tér) ou bater perna pela Andrássy Út, longa avenida repleta de lojas, mansões, palacetes e museus – como a Casa do Terror, que mostra o impacto das guerras decorrentes da ocupação nazista e da ditadura comunista na vida da população húngara.

5. Central Market Hall

O Nagycsarnok é o mercado mais antigo da cidade, com três andares cheios de lojinhas de artesanato e souvenirs, além de vegetais, peixes e carnes. É uma boa oportunidade para experimentar o lángos, uma massa frita às vezes servida com batata e sour cream, perfeito para um lanche.

A fachada do mercado é mais bonita que a parte de dentro, com um ar gótico no portão de entrada e telhado coberto de mosaicos de porcelana (embora, nesse quesito, o Museu de Artes Aplicadas seja imbatível).

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Mercado de Budapeste

Quanto às comprinhas, que tal levar um cubo mágico? O brinquedo foi inventado por um húngaro, daí o nome Rubik’s Cube.

6. A Praça dos Heróis e o Parque

A Praça dos Heróis é um dos pontos mais interessantes de Budapeste, a começar pelo Monumento Milenário, com sua sequência de colunas e estátuas das grandes personalidades da história húnagara.

No centro, um obelisco com os sete líderes das tribos magiares, que formaram a Hungria, aos pés do Anjo Gabriel. Também merecem uma visita o Museu de Belas Artes e o Palácio da Arte, que ficam à esquerda e à direita da praça.

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Praça dos Herois – Foto: Petr Smerkl

A Praça dos Heróis é a porta de entrada do Városliget, o Parque da Cidade – um lugar perfeito para um passeio em família, com direito a zoológico, parque de diversões e um circo tradicional.

No Városliget também fica um dos banhos turcos mais famosos de Budapeste, o Szechényi, com suas águas termais entre 30 e 40ºC (outra opção é spa do hotel Gellért).

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Piscinas termais no spa Széchenyi

7. Surpresas e bares no Distrito Judeu

A região que fica entre as ruas Király, Erzsébet e Dohány era o gueto judeu, um bairro isolado do resto da cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, é uma área animada cheia de street art, albergues e “ruin pubs” como o Szimpla Kert – bares que começaram a surgir nos prédios que estavam abandonados.

O que fazer em Budapeste - Bares em Ruinas - Szimpla Kert
Bares em ruínas: Szimpla Kert

Depois de visitar a Grande Sinagoga e o Museu Judaico, vale se perder pelas ruas do bairro e terminar a noite num desses bares que estão dando uma cara nova à cidade.

Leia também: a herança comunista em Budapeste

29 comentários

    1. Oi, Irina
      Depende do seu ritmo, do seu interesse em entrar em cada atração, se você estará de carro ou não etc. Se fosse fazer tudo de uma vez e a pé, seriam 2 horas apenas para percorrer o trajeto Mercado > Citadella > Castelo > Parlamento > Basílica > Parque. Ficaria bem cansativo.
      O legal é ir parando em cada lugar (para apreciar a vista do Castelo, comer no mercado, ver a Casa do Terror na Andrássy Út, fazer spa nas piscinas termais do parque etc.) então sugiro pelo menos 2 dias para curtir melhor esses 6 pontos 🙂
      Mas se você puder ficar um pouco mais, garanto que não vai se arrepender! Budapeste tem muitas outras coisas legais para ver e fazer!
      Valeu pela visita ao blog e boa viagem

  1. Olá! Estou pensando em colocar Budapeste no meu roteiro. A alimentação e o translado dentro da cidade é caro?

    1. Oi, Rafaela! Budapeste é um destino em conta, em comparação com outras capitais europeias. Com 3.000 HUF (11 dólares) você compra 10 bilhetes de metrô e dá para fazer refeições simples por cerca de 6 dólares (vai aumentando conforme a escolha do restaurante e as bebidas). As principais atrações têm ingressos entre 5 – 10 dólares.
      Abs e boa viagem!

  2. Excelentes dicas… Dentro de uma semana estarei em Budapeste e vou seguir os seus passos, que me pareceram fascinantes 🙂
    Obrigado pela partilha!

    1. Oi, Inês! A moeda da Hungria é o Florim. Você pode sacar lá se tiver VTM ou cartão internacional, mas também é fácil fazer câmbio – eles estão muito acostumados com viajantes vindos da zona do euro 🙂
      Valeu pela visita ao blog e boa viagem!

  3. Olá… eu cheguei ontem em Budapeste (e chovia a cântaros por aqui), vou ficar 15 dias e não tenho programa algum… vou seguir suas 6 dicas dadas aqui (obrigadissímo) e gostaria de saber se tens mais dicas sobre o lugar… terei sempre as manhãs livres e talvez algumas tardes…

    1. Oi, Ney! Desculpe a demora para responder, por algum motivo seu comentário caiu na caixa de spam do blog e eu só vi hoje! Os museus na Praça dos Heróis são interessantes e o banho nas águas termais do spa Szechényi é imperdível! Se os dias estiverem bonitos, você pode passear na Ilha Margaret (Margitsziget). Caso ainda dê tempo, o Memento Park é um passeio interessante!
      Espero que esteja curtindo a viagem! Abs e valeu pela visita ao blog!

  4. Oi eu queria saber se posso trocar real por florim, direto, sem passar por dólar ou euro, e se é no aeroporto aqui ou lá, . assim economizo, certo?
    você conheceu algum guia que fala português com bons preços mas que forme grupo? Porque vou sozinha e fazer tours privativos é caro demais.

    1. Oi, Ana! Tudo bom? É difícil encontrar casas de câmbio que tenham florim húngaro aqui no Brasil, assim como é raro encontrar lugares que aceitem o real brasileiro lá. O ideal é levar dólar ou euro mesmo, ou então fazer saques de cartão internacional ou Travel Money. Dá uma olhada nessa dica aqui para encontrar o câmbio mais barato 😉
      Guia que faça tour em português com grupos eu não conheço, mas tem alguns serviços de tour em espanhol. Uma ideia alternativa é fazer o tour de ônibus hop-on-hop-off, que tem um fone de ouvido com informações gravadas em várias línguas e uma delas é português. Nesse tipo de tour, você entra num ônibus turístico e dá uma volta pela cidade passando pelos principais pontos. Você pode descer no lugar que quiser para visitar a atração e depois pega outro ônibus igual no mesmo lugar para continuar o passeio. O ticket vale por 48 horas. Dá uma olhada nesse link aqui: http://bit.ly/1T1EJU7
      Abs e ótima viagem pra você!

  5. Bacana seu blog, graças ao pai gúgol, achei ele! rs
    Vamos pra esse destino em setembro desse ano, e suas informações tão, realmente, valendo a pena!
    O air bnb, vc sabe se vale a pena?! Táxi, metrô, ônibus, td isso é acessível?! Cidades nos arredores, alguma.a sugestão?! Qtos dias sugere?! Comida típica?! rsrsrs, obg pela paciência!

    1. Oi, Marcelo! Que bom que gostou do blog, obrigada pela visita!
      Metrô é fácil de usar, taxi também, ônibus eu não me lembro de ter usado. Airbnb depende muito do apto, do preço, da localização etc. mas pode ser uma opção legal, sim. Se você ainda não usa, pode entrar com esse link aqui pra ganhar R$ 70 de desconto. Se optar por hotel/hostel, reserva por esse link do Booking pra dar uma força pro blog (a gente recebe uma comissão que ajuda a manter o blog, sem alterar o preço pra vc) ;D
      De comida típica, acho que vale provar o goulash húngaro (ensopado de carne), o lángos (massa frita com sour cream e queijo em cima) e o kürtőskalács (pão doce em espiral granulado com açúcar e canela, maravilhoso!). Esses dois últimos vendem em barraquinhas. E pratos com páprica também são muito comuns 🙂
      Se você quiser fazer passeios pelos arredores, tem o Memento Park que é um museu a céu aberto bem bacana e eu visitei uma cidadezinha chamada Esztergom também, na fronteira com a Eslováquia. É uma cidade histórica, era a capital da Hungria na Idade Média, bem charmosa.
      Budapeste é demais, tenho muita vontade de voltar! Abs e boa viagem!

  6. Olá, Fernanda. Adorei o blog, seus posts foram importantíssimos para eu fechar meu roteiro (estarei em Budapeste em janeiro). Abusando: qual o melhor lugar para ficar, são tantas opções… Obrigada! Abraço

    1. Oi, Flávia! Que bom que curtiu o blog!
      Os melhores bairros para ficar são Belváros e Lipótváros (mais próximos do Rio Danúbio, região bonita e fácil de circular pela cidade), Terézváros (bairro ao redor da Andrássy út, que eu falei no post) ou Erzsébetváros (região com ótimos bares e pubs, onde tem mais hostels e opções econômicas).
      Quando for reservar, se puder, usa esses links que indiquei aqui pra dar aquela força pra gente (o blog recebe uma comissãozinha sem que isso altere o preço para você). Clicando no nome dos bairros, você vê direto as opções de hospedagem em cada região 🙂
      Beijos e boa viagem!

  7. Olá Fernanda. estou pretendendo ir no mês março 2017. Será que é muito frio nessa época? E outra coisa. Não tenho ingles fluente dá para se virar, ja que a lingua local é impossível? Parabéns pelo blog. Obrigada.

    1. Oi, Celina! Em março a temperatura costuma ficar entre 0 e 10ºC, então é bom ter bons casacos! Sobre o idioma: quando eu viajei pra lá, pouca gente falava inglês… Então a minha fluência não fez muita diferença de qualquer forma… rs
      Mas acho que consegue se virar bem com o endereço do hotel num cartão, uma listinha de frases úteis em húngaro e – se possível – um chip 3G para usar o app do Google Tradutor 🙂
      Abs e boa viagem!

  8. Boa noite tudo bem ,gostaria de deixar meu relato sobre Budapest .Antes de ir entrei em sua página e fiquei empolgado .Contudo Budapest nem de longe é a melhor cidade da Europa para visitará .
    Primeiro :aeroporto sem infra nenhuma ,pessoas não gostam de falar inglês e informação zero
    Segundo : as população nem de longe São cordiais ou recebem bem .Ficamos perdido e poucas pessoas param para te ajudar e quando param já logo respondem que não falam inglês de forma ríspida e grossa
    Terceiro : transporte público é um caos ,com horários loucos aonde nenhum turista consegue entender nada
    Quarta : fomos ao spa mencionado acima ,o local é maravilhoso contudo seus funcionários são todos grossos .Como pode um spa uma funcionária está estressada .
    Quinto :Cidade suja e mal cuidada
    Budapest tem sim seus locais lindos e históricos .Mas a infra e o comportamento das pessoas não me deixam indicar esse lugar para ninguém .
    Fiquei três dias passando nervoso ,raiva e morrendo de vontade de sair logo daquele país .
    Bom espero que seja publicado meu relato ,mesmo que ele seja divergente do seu .
    ABS
    Max

    1. Oi, Max! A impressão de “grosseria” às vezes acontece mesmo sem intenção, quando a língua tem uma sonoridade estranha para nós. Realmente, maior parte das pessoas não fala inglês – é como no Brasil, mais restrito a jovens de classe média, com o agravante de que a Hungria era parte da União Soviética até a década de 90. O choque cultural existe mesmo… Tem viajante que se incomoda, e tem viajante que curte a experiência de ter que se virar em um lugar exótico.
      Uma pena saber que você não aproveitou a viagem, quem sabe um dia as belezas históricas da Hungria não te reconquistam? Abs!

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